20.9.15
19.9.15
18.9.15
16.9.15
15.9.15
14.9.15
Parada cardíaca
Essa minha secura
essa falta de sentimento
não tem ninguém que segure,
vem de dentro.
Vem da zona escura
donde vem o que sinto.
Sinto muito,
sentir é muito lento.
Paulo Leminski
essa falta de sentimento
não tem ninguém que segure,
vem de dentro.
Vem da zona escura
donde vem o que sinto.
Sinto muito,
sentir é muito lento.
Paulo Leminski
13.9.15
12.9.15
11.9.15
A 10 de Março de 2002 descemos uma 5th Avenue deserta e fria. Iamos subir ao Empire State Building, que voltara a ser o maior edifício de NYC. A 366 metros por minuto o céu fica mais perto. Não estava muita gente. Estava até muito pouca gente. Ali e na cidade inteira. De repente, duas enormes colunas de luz azul substituíram o World Trade Center. Ninguém falou, fotografou ou fez qualquer gesto.Olhamos simplesmente em silêncio. Depois descemos, voltamos pela Broadway até à 51. Nunca falamos muito sobre essa noite. Voltamos muitas vezes a NYC. Nunca fomos ao Ground Zero. Por respeito (...) Little Korea, Little Ukraine, Little Italy, Chinatown, Lower East Side, Little India, Yorville, Upper East Side, El Barrio, Hell’s Kitchen e o maravilhoso Harlem. Foi de “Littles” que se fez a “Big”. Não vi um unico “Novayorquino” de cabeça baixa nesse frio mês de Março de 2002. O que mudou foi o skiline, aquilo que os olhos alcançam. O “coração” da Big, continuou em “littles” batidas tum tum, tum tum, tum tum. NYC será sempre a cidade mais viva do mundo (...) Saudades de ti Madalena, por cá continuo ainda. Feliz, como tu querias. Beijos da Ria Formosa
10.9.15
"Está a fazer-se um livro. Faz-se sozinho. Divaga pelas casas alheias. Uma mulher pinta, outra escreve: para um livro que ainda não existe. Não querem, nenhuma dessas duas mulheres, saber para nada de um Pessoa imortal. Querem, nas nódoas do quotidiano dele, rimar as nódoas do nosso quotidiano."
9.9.15
Making Off | "Vem aí um livro de conselhos a casadas, malcasadas e algumas solteiras. São conselhos heteronímicos de Fernando Pessoa (que tantas vezes terá sido heterónimo de si mesmo). Vem aí um livro de solidão, a solidão de mulher num homem que, se as queria, não sabia como havia de as querer."
8.9.15
7.9.15
" Em todas as almas há coisas secretas cujo segredo é guardado até à morte delas. E são guardadas, mesmo nos momentos mais sinceros, quando nos abismos nos expomos, todos doloridos, num lance de angústia, em face dos amigos mais queridos - porque as palavras que as poderiam traduzir seriam ridículas, mesquinhas, incompreensíveis ao mais perspicaz. Estas coisas são materialmente impossíveis de serem ditas. A própria Natureza as encerrou - não permitindo que a garganta humana pudesse arranjar sons para as exprimir - apenas sons para as caricaturar. E como essas ideias-entranha são as coisas que mais estimamos, falta-nos sempre a coragem de as caricaturar. Daqui os «isolados» que todos nós, os homens, somos. Duas almas que se compreendam inteiramente, que se conheçam, que saibam mutuamente tudo quanto nelas vive - não existem. Nem poderiam existir. No dia em que se compreendessem totalmente - ó ideal dos amorosos! - eu tenho a certeza que se fundiriam numa só. E os corpos morreriam. "
6.9.15
Dimanche | A saudade é um batimento que rebenta assim | vinte e oito vezes desde meu ombro tatuado | de desastre até à rosa pendurada em sua boca | E o amor, neste caso específico, é um mergulho | destemido que deriva quase sempre de uma nota | climática apenas para convergir no osso frontal | do crânio do rei da ilusão – terno é o seu rosto | Senhor, os ossinhos do mundo são de mel e ouro.
5.9.15
" Barulho feio, tem gente no meio De ponta cabeça, a minha cabeça Bicho sem dono, sofro sem sono Cadê todo mundo? Será que no fundo? Gaiola de ouro, canário sem choro Dentro do quarto, pássaro preto Vida sem gosto, não te quero mais Mas os animais, lambem meu rosto Mente pra mim,mas não mente pra mim Me diz a verdade, fica à vontade Pele de cobra, coxa de atriz Fui infeliz, sou eu quem te diz Ninguém cantará, ninguém sofrerá Ninguém pintará, nem publicará Ninguém filmará, ressuscitará Ninguém sambará, ninguém lembrará De mim Tomo o metrô, tô no shopping sem dó Taí meu gogó, é só pra você Me pega aqui dentro, você vem no vento Não quero você, invento você Tô cheia de ódio, quebrei o agogô Criei a serpente, furei o meu bumbo Porém lá no fundo, ouvi de repente Toda essa gente, laialalaiá Um cara de sorte, quem é que me morde Pessoa esquisita, frase esquisita Amor sem futuro, por isso ele é puro Tô dentro dum corpo, procuro outro corpo Meu corpo é jardim, um sol só pra mim Na veia da noite, no umbigo da noite Carícia total, um cara legal Ninguém cantará, ninguém vai chorar Por mim"
4.9.15
3.9.15
2.9.15
1.9.15
ÚLTIMOS DIAS! Até 6 Setembro - N' O ARMÁRIO Viochene > Ana Vidigal
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| (fotografia de Raquel Melgue) + info aqui |
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