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30.10.15

"Minha Mulher a Solidão" | Clipping (Jornal de Negócios, Diário Notícias, Jornal I, O Observador, Jornal Hard Musica)

Ver
"Há livros que além de lidos merecem ser vistos, apalpados, observados, folheados para a frente e para trás, à procura dos pormenores que podem ter escapado. Eu sou um apaixonado pelo design gráfico, pelas maravilhas que se podem fazer em papel impresso. Manuel S. Fonseca, da Guerra e Paz, é um editor atrevido que aposta em obras especiais e é um apaixonado por Fernando Pessoa. No ano passado, fez uma edição de "As Flores do Mal", com capa em madeira gravada a fogo e fotografias de Pedro Norton. Este ano, surpreende de novo com a edição de "Minha Mulher, A Solidão", uma recolha de 47 textos de Pessoa nos seus diversos heterónimos em que a mulher e o amor são centrais - e que leva por subtítulo o delicioso "Conselhos A Casadas, Malcasadas e Algumas Solteiras". Manuel S. Fonseca faz anteceder a selecção dos textos sobre "o casamento, a intriga amorosa e a desregulação sexual", num prefácio que intitulou "Toda a Volúpia É Mental". Antes vem um poema de Eugénia de Vasconcellos, "Ele Falava Em Voz Baixa", e, antes ainda, logo no início, surge a reprodução de uma obra original de Ana Vidigal, uma técnica mista sobre papel. O livro tem capa dura, lombada solta, três tipos de papel da melhor qualidade, mais outro papel de jornal em seis pequenos cadernos espalhados pela edição, tudo isto mobilizando as artes de três impressoras diferentes - uma delas a fazer o acabamento manual e o encadernamento. O grafismo vem assinado por Ilídio Vasco, que trabalhou com afinco neste projecto com Manuel S. Fonseca. São 1800 exemplares, numerados, com um preço de venda de 55 euros. É preciso abri-lo, para se perceber a obra que aqui está. É preciso vê-lo para se perceber como esta é uma espécie de exposição ilustrada de uma parte da obra de Fernando Pessoa."
Manuel Falcão in A Esquina do Rio, Jornal de Negócios



Jornal i online

Diário de Notícias (por João Céu e Silva)
O Observador

Diário de Notícias (pormenor)
E ainda AQUI
(as imagens foram retiradas dos respectivos sites)


29.10.15

O meu texto no lançamento da obra de Fernando Pessoa, "Minha Mulher A Solidão"


INDICE DO CORTA E COLA

Em primeiro lugar gostaria de agradecer o convite do Manuel, estar na companhia da Eugénia e do Ilídio e a generosidade dos Pedros (Marta Santos e Norton), nunca me esquecendo da Sara.

Eu nunca dormi aqui. Mas as palavras do poeta dormiram na minha cama. Sorrateiramente dormimos juntos.

Conheci e conheço mal casadas e virgens que não amam a quem foram destinadas.

Estrangeiras, louras e homens, alguns imberbes outros não e morenas com a verdade sempre a martelar-me:
Tu é que não me amas.

Nunca te quis só para sonho, mas nunca me digas que me queres, que a mentira tem perna curta e tu nunca viste as minhas.

1920, 1, 19, 25, números de Março
5 do mês 4, 28 de Maio, 4 de Junho, 29 de Novembro,
e nove anos depois 29 de Setembro. São os números de Ophélia, coisa parca para tamanho encantamento.

Depois cai-se na vida, e a vida a engolir o que deveria sair, agir sempre para dentro até rebentar, comer a carta e o rascunho já que não te posso trincar o corpo, tudo transparente só para ti, opaco para mim, a dizer da mentira consumada, do desejo inacabado e do amor vexado.
Seduzir de olhos fechados, mãos atadas cabeça quente e corpo gelado. (dizem)

Dormiste o tempo todo comigo, mas não foi aqui, não sei do lugar.
Possivelmente os génios desprezam a carne.
Mas conta a lenda que...


Muito obrigada
Ana Vidigal

27.10.2015

E o texto do Manuel S. Fonseca (ler AQUI)
E o texto do Pedro Norton (ler AQUI)
E o texto da Eugénia de Vasconcellos (ler AQUI)