O que aqui se reproduz é parte de duas conversas mantidas com Ana Vidigal na sua casa, que também é o seu atelier, no tempo de dois fins de tarde de duas segundas-feiras consecutivas, durante o mês de Outubro de 2009.
A capa deste catálogo é uma fotografia do teu atelier, ou parte do teu atelier. Tudo está arrumado e no seu lugar… Como é que organizas o teu espaço de trabalho, como é que estabeleces a ordem?
Uma vez pus um título a um quadro, em que a frase não é minha, é “roubada”, que dizia, “A minha desordem é o meu capricho”.”. Porque eu sou daquelas pessoas que se não tenho tudo exactamente no sítio em que estabeleci, tenho imensa dificuldade de concentração. É uma coisa visual, se entro num sitio e está tudo arrumadinho, eu consigo me concentrar, se as coisas estão desorganizadas, distraio-me. Sou daquele tipo de pessoas que não trabalha com música, irrita-me imenso se oiço barulhos. O silêncio para mim em questões de trabalho é fundamental. Não consigo estar nem com a televisão ligada, nem a ouvir música, seja música óptima até “Eu Tenho Dois Amores”. Com “os dois amores” começo-me a rir, com a outra começo a achar que é boa, e quando dou por mim estou a ouvir a música, não estou a trabalhar. Não consigo que aquilo me acompanhe.
Em relação à organização, desde miúda que sou assim. Quando me ia deitar dobrava primeiro sempre a minha roupa toda. Ninguém me obrigou a fazer isso. É um prazer. Não faço isto a pensar “tenho que ter tudo arrumado”. Já me aconteceu sair do atelier e estar completamente desarrumado e no dia seguinte não ter paciência. E não trabalho nesse dia, se não tenho paciência para o arrumar. Sei que se entrasse para trabalhar estragava o que tinha feito na véspera.
Nunca chegas a ter as coisas tão desarrumadas que tenhas que parar?
Já me aconteceu, costumo dizer que é quando o gajo me vence, quando a pintura me vence. Com o “outro” trabalho isso nunca acontece. Porque é muito mais “clean”. Geralmente há poucas tintas. O que suja muito são as tintas e as colagens. A cola é um inferno. Eu sou desajeitada de mãos. Tenho tudo muito arrumadinho mas tenho um grau grave de dislexia. Entorno muita coisa, sou muito baralhada quando estou a trabalhar. É engraçado, porque as pessoas acham que eu devo ser muito precisa. Não. Raramente as pessoas me vêem a trabalhar. Quando estou a trabalhar é isto (aponta para a t-shirt suja de tinta que tem vestida). A maior parte das pessoas que eu conheço não tem uma roupa específica para pintar. Eu até acho isto um cliché, ter uma “roupa para pintar”. Irrita-me, “agora vou vestir a minha roupa de pintora”, é uma coisa que me irrita. Uma daquelas coisas que vês nos filmes. Mas eu não ganho para calças de ganga com cola que não sai. Sou muito badalhoca quando estou a trabalhar (risos).
Quando estás a usar os materiais, livremente...
Sim, mas é uma liberdade que me acontece e às vezes digo - “ai que chatice que agora entornei aquilo”. Por exemplo, eu trabalho muito com tintas acrílicas líquidas e com pincéis chineses, por isso aquilo tem o pingo do pincel. Estou sempre a deixar cair pingos, esqueço-me. Pensas que uma pessoas arrumada teria essa precisão. Não tenho. Aquilo sai, cai-me um pingo e... Seria o caos se as coisas não tivessem todas no sítio.
O facto do teu atelier ser em tua casa, não há uma separação entre o que é atelier e o que é casa?
Não. Eu muitas vezes a lavar a loiça resolvo muita coisa. Gosto de lavar loiça, gosto de arranjar coisinhas, gosto de vez em quando de mudar os quadros que tenho na parede. Tenho prazer nessas coisas. Gosto imenso de tratar das plantas também, fazer cortezinhos... Eu vivo aqui, tudo se passa aqui. As coisas estão arrumadas porque dá-me prazer arrumar as coisas.
O material que vais utilizando nas tuas pinturas, os recortes, revistas, livros, estão, enquanto não são utilizados, bem arrumados. Têm um lugar próprio no teu atelier e o tempo passa até “verem a luz do dia”. Quando é que percebes que vais utilizar determinado material?
Até ele se adaptar a mim. Ou eu achar que aquelas coisas, naquela altura, “assentam-me que nem uma luva”. Eu trabalho por fases. As fases são as exposições. Quando começo a trabalhar para uma exposição, das duas uma - ou houve uma recolha recente que realmente me interessa e está muito próxima e a utilizo logo, ou então começo a abrir caixas. Começo a tirar as coisas, a ver coisas, coisas que às vezes já nem me lembro. “Não me lembro de ter guardado isto.” “Quem é que me deu isto?” Quando começo a ver coisas ou pela história da recolha ou pelo aspecto formal acho-lhes graça outra vez. Há um reencontro. E penso, que engraçado, na altura só achei piada a esta imagem por que tem graça mas neste momento, em que a minha vida está neste ponto, isto... apetece-me. E nestas coisas não me contrario nada. Eu faço rigorosamente aquilo que me apetece e faço muito poucas cedências.
Há um exemplo muito bom. O exemplo das casinhas. Eu estava em Porto Santo de férias, ia a pé para a praia e passei numa loja que nem sequer ficava no meio da vila. Olhei para a montra e vi umas casas absolutamente maravilhosas feitas em cartão. Entrei e perguntei o que é que aquilo era. O homem disse “eu sou o sapateiro e faço estas casas com as caixas dos materiais dos sapatos, e isto são as casinhas da lapinha”. A lapinha são os presépios da Madeira. Lá chegámos a uma acordo e eu trouxe as casinhas todas que o senhor tinha feito.
Haveria alguém que certamente pegaria nas casinhas e faria uma instalação com as casas exactamente como elas estavam mas eu ainda não estava em ponto de fazer uma coisa dessas, eu ainda tinha que as colar, que as utilizar como se fossem um material de colagem. Não sabia minimamente como formalmente iria pegar naquilo. Até que um dia eu estava a preparar uma exposição e tinha acabado a parte das pinturas e ia começar uma fase só em papel e fui abrir caixas. E de repente dei com as casinhas e percebi que não tinha sido só o lado formal, do engraçado, do popular. O que me tinha acontecido, o que eu tinha perdido, era a minha casa de infância, porque o meu pai tinha vendido a quinta de Alverca, portanto foi fácil. Identifiquei o que naquela altura me estava a afligir, o ter perdido aquela referência. Aquelas casas representavam “a casa”, aquela casa sou eu, cheguei a “eu” e a partir do momento em que cheguei a “eu”, o assunto está resolvido.
São coisas que te preocupam e que tens que resolver?
Não quer dizer que me preocupem. São coisas que me condicionam. Condicionam a minha maneira de actuar. Quando digo que chego a “eu”, isso é um dos elementos de toda a construção do trabalho. Depois não são as coisas que giram à volta de mim, sou eu que giro à volta delas, mas já sei que a volta é por aquele lado. Vou por ali, vou por aqui, sigo em frente, mas de repente quando me centro sei como é que rodo à volta das coisas. Tudo isto é lúdico, dá-me imenso prazer, não só pensar na parte mais mental da coisa, que é sempre aquela coisinha perversa... dou por mim muitas vezes a pensar... “a esta não chegam lá” (risos). E depois é o prazer de trabalhar. Gosto de trabalhar com as mãos. Mas claro que trabalhar com as mãos sem utilizar a cabeça, mais vale estar quieta.
Tens aqui em tua casa/atelier, duas salas grandes. Uma em que pintas, outra em que tens os teus livros, o computador, as tuas caixas de arquivo. Como se existissem dois espaços, um para a tua pintura e outro para o que chamas o teu “trabalho paralelo”
Sim, mas está relacionado com a pintura. Sempre fiz colagens. E sempre utilizei coisas apanhadas. Hoje tenho pena de algumas colagens que utilizei, tê-las utilizado com pintura por cima. Porque hoje, se as tivesse novamente, utilizava-as a cru.
Começo a fazer o chamado “trabalho paralelo” quando começo a perceber que quem decide sou eu. Que escuso de “camuflar”. Por isso é que digo que para mim o tempo é uma coisa fundamental. O tempo foi-me dando segurança. Não preciso de camuflar nada, posso fazer isto. Liberdade maravilhosa. Agora apetece-me fazer isto, quero isto.
Como eu tenho aquele lado badalhoco quando faço esses trabalhos que são mais crus limpo o estirador, porque por norma não trabalho em dimensões muito grandes, e gosto delas muito limpinhas. Geralmente trabalho de pé mas no estirador. E como utilizo muito os textos é mais fácil estar nesta sala. E como isto também são dois espaços contíguos quando preciso de alguma coisa vou ali buscar, mas não há aquela coisa dos pincéis - é tipo um lápis, um afia-lápis, a folha de papel, o agrafador...
Mas o trabalho “paralelo” se calhar já não se pode chamar de “paralelo”. Nos últimos anos tens mostrado peças que têm uma outra escala, que não a do estirador. Essa prática tem-se tornado cada vez mais importante até para a compreensão da tua pintura. Sentes que esses dois processos estão cada vez mais próximos?
A pintura sempre esteve mais acima e as outras coisas estavam um bocadinho mais para baixo. As outras coisas têm vindo a subir e logicamente há-de haver esse ponto em que estando ao mesmo nível elas se cruzam. Se fundem. Eu acho que isso é patente neste último trabalho que estou a fazer e que aparece na fotografia do atelier da capa (ao fundo) deste catálogo. Um trabalho que vai ser apresentado paralelamente à exposição mas na Arte Lisboa e que é uma viragem. Eu utilizava muito a expressão “estou a fazer bases”, ou seja, estou a fazer colagens e a seguir vou começar a pintar. Não costumo pintar directamente sobre a tela branca. O que me aconteceu é que tinha um quadro quase completamente feito... e um dia irritada achei que não havia mais nada a fazer, e sem paciência arranjei uns panos, uns lençóis, embebi aquilo tudo em água e pus o quadro de molho. Aquilo tudo “enfolou”, o papel, a cola e depois peguei num x-acto e comecei a arrancar as fotocópias. O papel tem muitas camadas, e quando arranquei uma camada fica outra, tipo felpuda. Arranquei as fotocópias todas, saíram os desenhos e a tinta e de repente fiquei, aí sim, com uma base absolutamente maravilhosa, com um papel quase mata-borrão. Foi aí que peguei na máquina e projectei os desenhos de Sharjah para ver como ficariam. Mas depois os desenhos começaram a não ficar bem, porque eu dava um encontrão na máquina e depois a máquina já não ficava no mesmo sitio e a mão já ficava para outro lado e mais não sei quê... e de repente comecei a utilizar umas “formas” que tinha comprado, uns padrões e pensei, isto não precisa de mais nada.
Esta descoberta é posterior ao trabalho que fizeste para a Bienal de Sharjah?
Sim, o trabalho de bienal tem uma história. Eu nunca iria ver aquelas revistas se não estivesse naquela sala de hospital. Tinha milhares daquelas revistas para ocupar o tempo enquanto a Madalena estava a fazer quimioterapia. E portanto a certa altura comecei a reparar que as únicas coisas que me chamavam a atenção no meio daquelas revistas todas eram aqueles bonecos... Perguntei se podia recortar e comecei a coleccionar aquelas coisas, os labirintos, os jogos, aquela parte final destas revistas todas que têm horóscopos, labirintos... coisas que sempre me fascinaram muito. Sempre utilizei bandas desenhadas do meu pai para fazer coisas, dos anos 30 e 40. E guardei aqueles recortes. Pensei – isto vai-me servir para alguma coisa. Não sabia era como.
Mas guardaste esses recortes de uma forma muito especial.
Sim, emocionalmente aquilo era muito forte. Por isso é que eu chamei à exposição “Matar o Tempo”, porque a minha maneira de sobreviver, foi matar aquele tempo. Foi a única maneira. Tudo aquilo me remete para aquela pessoa, para aquela época. Tem uma carga emocional para mim fortíssima. Geralmente todas as outras coisas, os outros recortes, também têm, ou porque são encontrados em situações peculiares, ou porque são amigos que me dão ou porque foram coisas utilizadas por alguém. Como aquelas casinhas - eu não sabia o que lhes havia de fazer até perceber que me tinha apaixonado por elas porque tinha acabado de perder “a casa”. O sítio onde, quando precisava, ia buscar coisas para as pinturas. Porque a minha avó tinha tudo religiosamente arrumado em caixas com lacinhos que diziam coisas como “o cabelo da minha irmã Palmira quando tinha 5 anos” ou “a espada do meu pai quando foi ordenado capitão, ou qualquer coisa do género. O abrir caixas para mim é uma coisa fascinante, porque tenho essa memória de infância, de abrir caixas e gavetas. Ainda hoje sinto o cheiro de quando abria as gavetas que estavam cheias de alfazema, ou as de papéis com naftalina. Quando sinto esses cheiros hoje, isso perturba-me imenso, porque me lembro da minha avó.
Da mesma maneira, quando fiz o Project Room (Arte Lisboa, 2007), por exemplo, eu não quis pegar na guerra colonial pelo seu lado político. É lógico que quando vês a instalação há uma conotação política, mas aquilo que me interessou foi o tempo de uma criança de nove anos que fica sem o pai. Nunca pensei muito sobre isso nem tive saudades enormes do meu pai, mas realmente eu tive um vazio paterno por causa de uma guerra. Nessa altura tínhamos crianças a ficarem, umas definitivamente sem, e outras, por longos períodos - o meu pai esteve na Guiné dois anos inteiros - sem pai. Por isso é que a instalação se chama “Void”, era a ausência. Eu não tenho nenhuma má memória disso. Lembro-me de algumas coisas, como a partida do meu pai para a Guiné. Lembro-me de estar na Rocha de Conde Óbidos na sala dos oficiais, em que estava toda a gente a chorar, e ver milhares de pessoas cá em baixo a despedirem-se dos soldados. Lembro-me da minha mãe depois nos meter num Volkswagen e irmos para São Pedro do Estoril, acho eu, para ver o barco desaparecer. Toda uma geração teve alguém que esteve ausente ou que desapareceu. Essa instalação era o meu quarto fielmente reproduzido. Fui às fotografias e reproduzi as coisas essenciais, a mesa onde se estuda, a cama onde se dorme, e depois os babetes, porque o meu irmão mais novo ainda comia a sopa de babete e era nessa altura que a minha mãe nos mostrava as fotografias e as cartas que o meu pai mandava. A imagem do meu irmão de babete é a ausência do meu pai.
E depois há o teu uso da linguagem. Da mesma maneira que vais recolhendo imagens, os teus recortes, guardas da mesma maneira tudo aquilo que vais lendo, textos que encontras?
Guardo. Há duas coisas que me dão imenso prazer na vida e com as quais eu perco tempo. É ver exposições e ler, principalmente, poesia. Adoro, desde miúda. Se calhar está relacionado com o facto de não ter irmãs e os meus irmãos, muitas vezes, não me deixarem brincar às brincadeiras deles. E eu era a mais velha. As minhas avós gostavam muito de ler e desde muito nova começaram a dar-me os livros indicados. Toda a Colecção Azul no original, li a Condessa de Ségur, as aventuras dos cinco, as revistas que o meu pai assinava, tipo “O Papagaio”, por isso comecei muito cedo também a ler banda desenhada. E começas a ganhar o gosto pelas leituras e o gosto por guardar os livros. Uma das minhas memórias de infância são os livros da Anita, eu adorava a Anita, era absolutamente fascinada, não propriamente pelo que a Anita fazia mas pelos desenhos. E depois lembro-me que uma das minhas grandes discussões com a minha mãe, que também era extremamente arrumada, era como organizar a minha estante onde tinha a colecção toda da Anita. A minha mãe punha 1, 2, 3, 4, 5... e eu punha encarnados, amarelos, azuis, por cores. A minha mãe irritava-se porque eu tinha uma maneira diferente de organizar (risos).
Gosto da escrita como caligrafia também, e utilizo tanto frases de Baudelaire como a seguir vou aos meus dois volumes do “Simplesmente Maria” em fotonovela, todo encadernado, que se tu tirares as frases do contexto, tem coisas absolutamente maravilhosas. E costumo misturar, tanto coloco uma frase minha, como a seguir uma da Clarice Lispector, e depois a seguir uma do “Simplesmente Maria” e depois outra minha.
Muitas vezes quando estou num impasse, resolvo vindo procurar frases. E depois encontro alguma coisa óptima mas que nem é para o trabalho que estou a fazer. Depois não sei se descansei a cabeça, se passei para outra situação, sei que depois quando vou pegar outra vez no trabalho geralmente é mais fácil continuar. É melhor parar, ir à outra sala ver umas coisas e depois continuar. Não é uma coisa que faça para ir remediar um trabalho, geralmente só ponho as frases no fim, as frases não fazem parte da composição, elas são integradas na composição que já está. Eu nunca começo um trabalho a pensar – “tenho esta frase”.
Então e os títulos?
Os títulos são a última coisa. Quadro acabado, das duas uma, ou escolho uma palavra ou duas da frase que está lá ou, e é o que mais me acontece, porque dá um gozo enorme, escolho os títulos porque tem tudo a ver ou porque não tem nada a ver...
15 de Dez de 2009
29 de Nov de 2009
22 de Nov de 2009
18 de Nov de 2009
16 de Nov de 2009
ARTELISBOA O9 (1)

ana vidigal
" O amor é um jogo miserável"
2009
téc. mista s/ tela, 195 x 130 cm

ana vidigal
"Vamos sair daqui disse, estamos suadas"
2009
téc. mista s/ tela, 180 x 190 cm
"MATAR O TEMPO", 12 Nov./ 31 Dez. 2009
,+2009,+t%C3%A9cnica+mista+sobre+papel,+150x190+cm.jpg)
"Enxota-a (O pazesr não é difícil de aguentar)", 2009
téc. mista s/ papel, 150 x 190 cm

"Stroling slowly", 2009
téc. mista s/ papel, 200 x 282 cm

"Secura de boca depois de arfar", 2009
téc. mista s/papel, 201 x 150 cm

"Pensas que o sexo terá importância?", 2009
téc..mista s/ papel, 199 x 124,5 cm

"I wake up in your bed", 2009
téc. mista s/ papel, 130 x 200 cm
téc. mista s/ papel, 126,5 x 200 cm
téc. mista s/ papel, 128 x 200 cm
téc. mista s/ papel, 194 x 150 cm
téc. mista sobre papel, 194 x 150 cm
31 de Out de 2009
30 de Out de 2009
20 de Jun de 2009
19 de Jun de 2009
ALLGARVE’ 09

“Dialogues Boxes on Street Windows”
«Brincadeiras de mãos, são beijos de burro»
Ana Vidigal - Centro Histórico de Faro, Rua de Sto Antonio
(fotografias de Susana Themlitz)
19 de Mar de 2009
ART NEXUS
Press Release
Sharjah Biennial 9 inaugurates today 19th March
Dates:March 16 until May 16 2009Additional Information can also be found on: http://www.sharjahbiennial.org/Or contact: Mariam W. Al Dabbagh,Head of CommunicationsMariam.aldabbagh@sharjahbiennial.org
Sharjah Biennial 9 inaugurates today 19th March
Sharjah, United Arab Emirates- Sharjah's Department of Culture and Information hosts the 9th Sharjah Biennial from March 16 until May 16 2009. Under the Patronage of H.H. Dr. Sheikh Sultan bin Mohammed Al Qasimi, ruler of Sharjah and under the auspices of Biennial Director, HH Sheika Hoor al Qasimi, overseen by renowned Curators Isabel Carlos and Tarek Abou El Fetouh and led by Artistic Director Jack Persekian, the 9th edition of the Sharjah Biennial transcends central themes and pre-cast frameworks, exhibiting mainly a wide range of works selected by open invitation. The Sharjah Biennial has since its inauguration in 1993 served to connect artists, institutions and organisations and to foster artistic dialogue and exchange. It ranks amongst the most established and prominent cultural events in the Middle East.'The Sharjah Biennial 9, unlike many other Biennials, imposes no geographical classifications on displaying work,' says Hoor Al Qasimi, Director of the Sharjah Biennial 9. ' We have also decided not to limit the selection process to a wish - list of participants, but have opted instead to consider work submitted by artists and non - artists alike, who were brave enough to take up the challenge and respond to an open invitation to realise their ideas.'The SB9 program comprises the exhibition programme titled 'Provisions for the Future' curated by Isabel Carlos, and the performance and film programme 'Past of the Coming Days' curated by Tarek Abou El Fetouh. The entire city of Sharjah will be offered to artists for context - specific work, and other SB9 activities will take place across a wide range of venues including the Sharjah Art Museum, Sharjah Contemporary Arab Art Museum, Arts Area of Sharjah and the Heritage Area of Sharjah.'Sharjah is a geographic and cultural meeting place, where the notion of future is permanently evoked,' comments Isabel Carlos, Curator of the Sharjah Biennial 9. 'More than a presentation of a global selection of art works, 'Provisions For The Future' aims to be a place of production and development of artworks in the context of the city of Sharjah.' As well as exhibiting works by more than 80 artists from around the world, there are a number of events and programmes designed to support and nurture creativity for local and visiting participants. These include the March Meeting, which is due to take place ahead of the launch of the ninth Sharjah Biennial between March 16 and 18 at the Beit al Shamsi. The March Meeting is a global gathering of art professionals and institutions who will be meeting to debate various topics and related issues dealing with the production and dissemination of art in the Arab world. An open-access event, there will be presentations by key speakers, as well as a programme of workshops and group sessions. With over 40 institutions, from the Arab world and beyond present, the stage is set for a far-reaching and in-depth analysis and debate on the current state and future of the Middle East's rapidly expanding art scene.'The Sharjah Biennial has a track record as one of the few art institutions in the region leading a programme of support for artists' productions,' explains Jack Persekian, Artistic Director of the Sharjah Biennial 9 . 'This support needs to be sensibly extended to artists operating in the region and those working elsewhere who can positively contribute to the crucial dialogue amongst artists and practitioners, the exchange of experience and the progress of knowledge.' This year's March Meeting will build on the achievements of the 2008 event. The agenda will encourage participants to take stock of the phenomenal growth in artistic infrastructure within the region during the intervening years, scrutinise the internal and external factors affecting art production and debate possible pathways for development in the future.Organisers have arranged the three-day symposium's agenda along a theoretical structure that will successively examine in depth, shared contemporary issues in Arab art, with an emphasis on analysing the mechanics of art education, curatorial practices, writing, translation and art publishing in the Middle East. In addition to the March Meeting, Sharjah Biennial, and in collaboration with the International Curators Forum and Tate will also host the Curators Workshop which is a week -long series of seminars and workshops for emerging contemporary art curators from the Middle East. The programme will bring together more than 25 curators from across the region and the UK to participate together in a programme of intensive workshops from 16 till 20 March.It is also worth mentioning that Sharjah Biennial 9 will host Capital of Arab Culture Handover Ceremony on 16 March 2009 at the Cultural Palace, Sharjah. This significant event officially marks the passing of the symbolic torch which transfers the Capital of Arab Culture from Damascus to Jerusalem. This event will be held under the patronage of HH Sheikh Dr. Sultan Bin Mohammed Al Qasimi.The ceremony will be conducted by Dr. Rafiq Al Husseini, Secretary General of Jerusalem Capital of Arab Culture 2009 and Dr. Hanan Kassab Hassan, Secretary General of Damascus Capital of Culture 2008.Jack Persekian, comments "Deeply symbolic, this Handover Ceremony is a poignant gesture of the cherishing and sharing of cultural life in the Middle East. Sharjah Biennial 9 is honoured to be the host of this important and historic event which reflects the Biennial's ambition of defining a rich and strong future for art in this Region by forming a unique intellectual and creative base from which the ideas and talent of tomorrow can take flight."He also adds: "That this event should take place in Sharjah is telling, given that the Emirate was the Capital of Arab Culture in 1998 and has worked ever since to continue, strengthen and promote the dialogue of traditional and contemporary culture within the Region on a daily basis. The Sharjah Biennial is an excellent example of this - an event which, under the patronage of HH Sheikh Dr. Sultan Bin Mohammed Al Qasimi, has firmly established itself as a renowned and ambitious platform for Arab and International contemporary art."
Sharjah Biennial 9 inaugurates today 19th March
Dates:March 16 until May 16 2009Additional Information can also be found on: http://www.sharjahbiennial.org/Or contact: Mariam W. Al Dabbagh,Head of CommunicationsMariam.aldabbagh@sharjahbiennial.org
Sharjah Biennial 9 inaugurates today 19th March
Sharjah, United Arab Emirates- Sharjah's Department of Culture and Information hosts the 9th Sharjah Biennial from March 16 until May 16 2009. Under the Patronage of H.H. Dr. Sheikh Sultan bin Mohammed Al Qasimi, ruler of Sharjah and under the auspices of Biennial Director, HH Sheika Hoor al Qasimi, overseen by renowned Curators Isabel Carlos and Tarek Abou El Fetouh and led by Artistic Director Jack Persekian, the 9th edition of the Sharjah Biennial transcends central themes and pre-cast frameworks, exhibiting mainly a wide range of works selected by open invitation. The Sharjah Biennial has since its inauguration in 1993 served to connect artists, institutions and organisations and to foster artistic dialogue and exchange. It ranks amongst the most established and prominent cultural events in the Middle East.'The Sharjah Biennial 9, unlike many other Biennials, imposes no geographical classifications on displaying work,' says Hoor Al Qasimi, Director of the Sharjah Biennial 9. ' We have also decided not to limit the selection process to a wish - list of participants, but have opted instead to consider work submitted by artists and non - artists alike, who were brave enough to take up the challenge and respond to an open invitation to realise their ideas.'The SB9 program comprises the exhibition programme titled 'Provisions for the Future' curated by Isabel Carlos, and the performance and film programme 'Past of the Coming Days' curated by Tarek Abou El Fetouh. The entire city of Sharjah will be offered to artists for context - specific work, and other SB9 activities will take place across a wide range of venues including the Sharjah Art Museum, Sharjah Contemporary Arab Art Museum, Arts Area of Sharjah and the Heritage Area of Sharjah.'Sharjah is a geographic and cultural meeting place, where the notion of future is permanently evoked,' comments Isabel Carlos, Curator of the Sharjah Biennial 9. 'More than a presentation of a global selection of art works, 'Provisions For The Future' aims to be a place of production and development of artworks in the context of the city of Sharjah.' As well as exhibiting works by more than 80 artists from around the world, there are a number of events and programmes designed to support and nurture creativity for local and visiting participants. These include the March Meeting, which is due to take place ahead of the launch of the ninth Sharjah Biennial between March 16 and 18 at the Beit al Shamsi. The March Meeting is a global gathering of art professionals and institutions who will be meeting to debate various topics and related issues dealing with the production and dissemination of art in the Arab world. An open-access event, there will be presentations by key speakers, as well as a programme of workshops and group sessions. With over 40 institutions, from the Arab world and beyond present, the stage is set for a far-reaching and in-depth analysis and debate on the current state and future of the Middle East's rapidly expanding art scene.'The Sharjah Biennial has a track record as one of the few art institutions in the region leading a programme of support for artists' productions,' explains Jack Persekian, Artistic Director of the Sharjah Biennial 9 . 'This support needs to be sensibly extended to artists operating in the region and those working elsewhere who can positively contribute to the crucial dialogue amongst artists and practitioners, the exchange of experience and the progress of knowledge.' This year's March Meeting will build on the achievements of the 2008 event. The agenda will encourage participants to take stock of the phenomenal growth in artistic infrastructure within the region during the intervening years, scrutinise the internal and external factors affecting art production and debate possible pathways for development in the future.Organisers have arranged the three-day symposium's agenda along a theoretical structure that will successively examine in depth, shared contemporary issues in Arab art, with an emphasis on analysing the mechanics of art education, curatorial practices, writing, translation and art publishing in the Middle East. In addition to the March Meeting, Sharjah Biennial, and in collaboration with the International Curators Forum and Tate will also host the Curators Workshop which is a week -long series of seminars and workshops for emerging contemporary art curators from the Middle East. The programme will bring together more than 25 curators from across the region and the UK to participate together in a programme of intensive workshops from 16 till 20 March.It is also worth mentioning that Sharjah Biennial 9 will host Capital of Arab Culture Handover Ceremony on 16 March 2009 at the Cultural Palace, Sharjah. This significant event officially marks the passing of the symbolic torch which transfers the Capital of Arab Culture from Damascus to Jerusalem. This event will be held under the patronage of HH Sheikh Dr. Sultan Bin Mohammed Al Qasimi.The ceremony will be conducted by Dr. Rafiq Al Husseini, Secretary General of Jerusalem Capital of Arab Culture 2009 and Dr. Hanan Kassab Hassan, Secretary General of Damascus Capital of Culture 2008.Jack Persekian, comments "Deeply symbolic, this Handover Ceremony is a poignant gesture of the cherishing and sharing of cultural life in the Middle East. Sharjah Biennial 9 is honoured to be the host of this important and historic event which reflects the Biennial's ambition of defining a rich and strong future for art in this Region by forming a unique intellectual and creative base from which the ideas and talent of tomorrow can take flight."He also adds: "That this event should take place in Sharjah is telling, given that the Emirate was the Capital of Arab Culture in 1998 and has worked ever since to continue, strengthen and promote the dialogue of traditional and contemporary culture within the Region on a daily basis. The Sharjah Biennial is an excellent example of this - an event which, under the patronage of HH Sheikh Dr. Sultan Bin Mohammed Al Qasimi, has firmly established itself as a renowned and ambitious platform for Arab and International contemporary art."
4 de Mar de 2009
23 de Fev de 2009

Sharjah Biennial 9
The March Meeting, Sharjah Biennial 2009Discussions, Presentations and WorkshopsMarch 16 - 18 http://www.sharjahbiennial.org/
28 de Jan de 2009
24 de Jan de 2009
SHARJAH BIENNIAL 9 - PROVISIONS FOR THE FUTURE – ARTISTS
Hamra Abbas - Born in Kuwait, 1976. Living and working in London
Haig Aivazian – Born in El Metn, 1980. Living and working in Dubai
Reem Al Ghaith – Born in Dubai, 1985. Living and working in Dubai
Diana Al Hadid – Born in Aleppo, 1981. Living and working in New York
Jawad Al Malhi – Born in Jerusalem, 1969. Living and working in Jerusalem
Basma Al-Sharif – Born in Kuwait, 1983. Living and working in Cairo
Halil Altindere – Born in Mardin, 1971. Living and working in Istanbul
Juan Araujo – Born in Caracas, 1971. Living and working in Caracas
Tarek Atoui - Born in Beirut, 1980. Living and working in Amsterdam
Samira Badran – Born in Tripoli, 1954. Living and working in Barcelona
Doris Bittar – Born in Baghdad, 1959. Living and working in San Diego
Melissa Chimera & Adele Njame - Born in Honolulu, 1972 and New Jersey, 1969. Living and working in Hawaii
Eugenio Dittborn – Born in Santiago de Chile, 1943. Living and working in Santiago de Chile
Lili Dujourie – Born in Gent, 1941. Living and working in Gent
Alberto Duman – Born in Milan, 1966. Living and working in London
Hala Elkoussy – Born in Cairo, 1974. Living and working in Amsterdam
Haris Epaminonda – Born in Nicosia, 1980. Living and working in Berlin
Ayse Erkmen - Born in Istanbul, 1949. Living and working in Istanbul
Sophie Ernst - Born in Munich, 1972. Living and working in Bussum
Amir H. Fallah - Born in Teheran, 1978. Living and working in Los Angeles
Lara Favaretto - Born in Treviso, 1973. Living and working in Turin
Lamya Gargash - Born in Dubai, 1982. Living and working in Dubai
Mariam Ghani - Born in Brooklyn, 1978. Living and working in Brooklyn
Simryn Gill - Born in Singapore, 1959. Living and working in Sydney
Sheela Gowda - Born in Bhadravati, 1957. Living and working in Bangalore
Laurent Grasso - Born in Mulhouse, 1972. Living and working in Paris
Joana Hadjithomas & Khalil Joreige - Born in Beirut, 1969. Living and working in Beirut
N.S. Harsha - Born in Mysore, 1969. Living and working in Mysore
Doug Henders - Born in Chicago, 1957. Living and working in New York
Agnes Janich - Born in Lodz, 1985. Living and working in Warsaw
Lamia Joreige - Born in Beirut, 1972. Living and working in Beirut
Fernando José Pereira - Born in Porto, 1961. Living and working in Porto
Narelle Jubelin - Born in Sydney, 1960. Living and working in Madrid
Nadia Kaabi Linke - Born in Tunis, 1978. Living and working in Berlin
Hayv Kahraman - Born in Baghdad, 1981. Living and working in Phoenix
Elena Kovylina - Born in Moscow, 1971. Living and working in Moscow
Nikolaj Skyum Bendix Larsen - Born in Aalborg, 1971. Living and working in London
Maider Lopez - Born in San Sebastian, 1975. Living and working in San Sebastian
Robert MacPherson - Born in Sydney, 1937. Living and working in Brisbane
Lani Maestro - Born in Manila, 1957. Living and working in Caen
Firoz Mahmud - Born in Khulna, 1974. Living and working in Tokyo
Waheeda Malullah - Born in Qatar, 1978. Living and working in Qatar
José Luis Martinat - Born in Lima, 1974. Living and working in Malmo
Hiroyuki Masuyama - Born in Tsukuba, 1968. Living and working in Düsseldorf
Gita Meh - Born in Teheran, 1963. Living and working in Dubai
Yonamine Miguel - Born in Luanda, 1975. Living and working in Lisbon
Giuseppe Moscatello - Born in Botrugno, 1979. Living and working in Sharjah
Nika Oblak & Primõz Novak - Born in Kranj, 1975 and Murska Sobota, 1973. Living and working in Ljubljana
Liliana Porter - Born in Buenos Aires, 1941. Living and working in New York
Karin Sander - Born in Bensberg, 1957. Living and working in Berlin
Nida Sinnokrot - Born in Algiers, 1971. Living and working in Madrid
Valeska Soares - Born in Belo Horizonte, 1957. Living and working in New York
David Spriggs - Born in Manchester, 1978. Living and working in Montreal
Ana Vidigal - Born in Lisbon, 1960. Living and working in Lisbon
Sharif Waked - Born in Nazareth, 1964. Living and working in Haifa
Liu Wei - Born in Beijing, 1965. Living and working in Beijing
Lawrence Weiner - Born in New York, 1942. Living and working in New York
Jane & Louise Wilson - Born in London, 1967. Living and working in London
Haig Aivazian – Born in El Metn, 1980. Living and working in Dubai
Reem Al Ghaith – Born in Dubai, 1985. Living and working in Dubai
Diana Al Hadid – Born in Aleppo, 1981. Living and working in New York
Jawad Al Malhi – Born in Jerusalem, 1969. Living and working in Jerusalem
Basma Al-Sharif – Born in Kuwait, 1983. Living and working in Cairo
Halil Altindere – Born in Mardin, 1971. Living and working in Istanbul
Juan Araujo – Born in Caracas, 1971. Living and working in Caracas
Tarek Atoui - Born in Beirut, 1980. Living and working in Amsterdam
Samira Badran – Born in Tripoli, 1954. Living and working in Barcelona
Doris Bittar – Born in Baghdad, 1959. Living and working in San Diego
Melissa Chimera & Adele Njame - Born in Honolulu, 1972 and New Jersey, 1969. Living and working in Hawaii
Eugenio Dittborn – Born in Santiago de Chile, 1943. Living and working in Santiago de Chile
Lili Dujourie – Born in Gent, 1941. Living and working in Gent
Alberto Duman – Born in Milan, 1966. Living and working in London
Hala Elkoussy – Born in Cairo, 1974. Living and working in Amsterdam
Haris Epaminonda – Born in Nicosia, 1980. Living and working in Berlin
Ayse Erkmen - Born in Istanbul, 1949. Living and working in Istanbul
Sophie Ernst - Born in Munich, 1972. Living and working in Bussum
Amir H. Fallah - Born in Teheran, 1978. Living and working in Los Angeles
Lara Favaretto - Born in Treviso, 1973. Living and working in Turin
Lamya Gargash - Born in Dubai, 1982. Living and working in Dubai
Mariam Ghani - Born in Brooklyn, 1978. Living and working in Brooklyn
Simryn Gill - Born in Singapore, 1959. Living and working in Sydney
Sheela Gowda - Born in Bhadravati, 1957. Living and working in Bangalore
Laurent Grasso - Born in Mulhouse, 1972. Living and working in Paris
Joana Hadjithomas & Khalil Joreige - Born in Beirut, 1969. Living and working in Beirut
N.S. Harsha - Born in Mysore, 1969. Living and working in Mysore
Doug Henders - Born in Chicago, 1957. Living and working in New York
Agnes Janich - Born in Lodz, 1985. Living and working in Warsaw
Lamia Joreige - Born in Beirut, 1972. Living and working in Beirut
Fernando José Pereira - Born in Porto, 1961. Living and working in Porto
Narelle Jubelin - Born in Sydney, 1960. Living and working in Madrid
Nadia Kaabi Linke - Born in Tunis, 1978. Living and working in Berlin
Hayv Kahraman - Born in Baghdad, 1981. Living and working in Phoenix
Elena Kovylina - Born in Moscow, 1971. Living and working in Moscow
Nikolaj Skyum Bendix Larsen - Born in Aalborg, 1971. Living and working in London
Maider Lopez - Born in San Sebastian, 1975. Living and working in San Sebastian
Robert MacPherson - Born in Sydney, 1937. Living and working in Brisbane
Lani Maestro - Born in Manila, 1957. Living and working in Caen
Firoz Mahmud - Born in Khulna, 1974. Living and working in Tokyo
Waheeda Malullah - Born in Qatar, 1978. Living and working in Qatar
José Luis Martinat - Born in Lima, 1974. Living and working in Malmo
Hiroyuki Masuyama - Born in Tsukuba, 1968. Living and working in Düsseldorf
Gita Meh - Born in Teheran, 1963. Living and working in Dubai
Yonamine Miguel - Born in Luanda, 1975. Living and working in Lisbon
Giuseppe Moscatello - Born in Botrugno, 1979. Living and working in Sharjah
Nika Oblak & Primõz Novak - Born in Kranj, 1975 and Murska Sobota, 1973. Living and working in Ljubljana
Liliana Porter - Born in Buenos Aires, 1941. Living and working in New York
Karin Sander - Born in Bensberg, 1957. Living and working in Berlin
Nida Sinnokrot - Born in Algiers, 1971. Living and working in Madrid
Valeska Soares - Born in Belo Horizonte, 1957. Living and working in New York
David Spriggs - Born in Manchester, 1978. Living and working in Montreal
Ana Vidigal - Born in Lisbon, 1960. Living and working in Lisbon
Sharif Waked - Born in Nazareth, 1964. Living and working in Haifa
Liu Wei - Born in Beijing, 1965. Living and working in Beijing
Lawrence Weiner - Born in New York, 1942. Living and working in New York
Jane & Louise Wilson - Born in London, 1967. Living and working in London
Sharjah Biennial 09

http://www.sharjahbiennial.org/
Sharjah's Department of Culture and Information will host the 9th Sharjah Biennial from March 19 until May 16 2009.
Sharjah's Department of Culture and Information will host the 9th Sharjah Biennial from March 19 until May 16 2009.
Under the Patronage of H.H. Dr. Sheikh Sultan bin Mohammed Al Qasimi, ruler of Sharjah and under the auspices of Biennial Director, HH Sheika Hoor al Qasimi, overseen by renowned Curators Isabel Carlos and Tarek Abou El Fetouh and led by Artistic Director Jack Persekian, the 9th edition of the Sharjah Biennial will transcend central themes and pre-cast frameworks, exhibiting instead a wide range of works selected by open invitation.
The Sharjah Biennial has since its inauguration in 1993 served to connect artists, institutions and organisations and to foster artistic dialogue and exchange.
It ranks amongst the most established and prominent cultural events in the Middle East.
The Sharjah Biennial 9, unlike many other Biennials, imposes no geographical classifications on displaying work,' says Hoor Al Qasimi, Director of the Sharjah Biennial 9. 'We have also decided not to limit the selection process to a wish-list of participants, but have opted instead to consider work submitted by artists and non-artists alike, who were brave enough to take up the challenge and respond to an open invitation to realise their ideas.
'The SB9 program will comprise the exhibition programme titled 'Provisions For The Future' curated by Isabel Carlos, and the performance and film programme 'Past Of The Coming Days' curated by Tarek Abou El Fetouh. The entire city of Sharjah will be offered to artists for context-specific work, and other SB9 activities will take place across a wide range of venues including the Sharjah Art Museum, the Heritage Area of Sharjah, and the American University of Sharjah.
'Sharjah is a geographic and cultural meeting place, where the notion of future is permanently evoked,' comments Isabel Carlos, Curator of the Sharjah Biennial 9. 'More than a presentation of a global selection of art works, 'Provisions For The Future' aims to be a place of production and development of artworks in the context of the city of Sharjah.'As well as exhibiting works by more than 50 artists from around the world, there are a number of events and programmes designed to support and nurture creativity for local and visiting participants. These include the March Meeting, a networking opportunity for regional art institutions; the Sharjah Biennial Production Programme which explores various schemes and methodologies of artistic production through the provision of resources and know-how; and the Artist-in-Residence Programme, a scheme that hosts visiting artists in Sharjah with the goal of developing context-related work. The opening days of the Sharjah Biennial 9 will coincide with Art Dubai 2009 (18-21 March 2009), offering international visitors the opportunity to experience the diversity of cultural projects now underway in the Gulf region.
'The Sharjah Biennial has a track record as one of the few art institutions in the region leading a programme of support for artists' productions,' explains Jack Persekian, Artistic Director of the Sharjah Biennial 9.
'This support needs to be sensibly extended to artists operating in the region and those working elsewhere who can positively contribute to the crucial dialogue amongst artists and practitioners, the exchange of experience and the progress of knowledge.
Additional Information can also be found on http://www.sharjahbiennial.org/ For Enquiries Mariam W. Al Dabbagh, Head of Communications, Sharjah Biennial 9 +971 6 568 5050, mariam.aldabbagh@sharjahbiennial.org http://www.sharjah-welcome.com/
(e-flux)
10 de Jan de 2009
10 de Dez de 2008
Art Basel Miami Beach 08

(fotografia Rui Brito)
http://www.artnet.com/Artists/ArtistHomePage.aspx?artist_id=182194&page_tab=Artworks
http://www.artnet.com/Artists/ArtistHomePage.aspx?artist_id=182194&page_tab=Artworks
6 de Dez de 2008
Serie Maputo (acervo)
«A extrema agilidade da melancolia»
2008, téc. mista s/tela,100 X 81 cm

«Desatinos lentos»
2008, téc. mista s/tela, 100 X 81 cm
«O meu tesourinho tonto»
2008, téc.mista s/tela, 100 x 81 cm

«Dou-me conta, não me iludo»
2008, téc. mista s/ tela, 100 x 81 cm
«lembro-me de ti no dia a dia que te esquece»
2008, téc. mista s/ tela, 100 x 81 cm
«Não há mais sublime sedução do que saber esperar alguém»
2008, téc.mista s/tela, 100 x 81 cm

«Sinto-me como um cão. renitente»
2008, téc. mista s/ tela, 81 x 100 cm
«Ficar na dureza, firme»
2008, téc. mista s/ tela, 100 x 81 cm
«Vi alguém passar disse ela, e baixou os olhos»
2008, téc. mista s/ tela, 100 x 81 cm
«Interiormente, o segredo trazia uma grande claridade»
2008, téc. mista s/tela. 81 x 100 cm
26 de Nov de 2008
24 de Nov de 2008
19 de Nov de 2008
18 de Nov de 2008
4 de Abr de 2008
18 de Fev de 2008
AR.CO'08 - Madrid
Ana Vidigal
O treino da generosidade
2008
165x110cm
Pintura sobre impressão de jacto de tinta em papel Hahnemuhle Photorag Prightwhite 310 g
5 de Dez de 2007
«Querido mudei a casa»
Trienal Arquitectura Lisboa
vazios urbanos, urban voids
(Querido mudei a casa...)
Cordoaria Nacional, Exposição Promotores, Polo II - Junho 07
Domingo à Tarde
voyeur project view
Agosto 07


http://www.voyeurprojectview.org/anavidigaldomingoatarde.htm.com/guide/country=PT&place=regional:Lisbon#Lisbon
Agosto 07
http://www.voyeurprojectview.org/anavidigaldomingoatarde.htm.com/guide/country=PT&place=regional:Lisbon#Lisbon
ArteLisboa
ArteLisboa 07 - Novembro 07
VOID
Poder-se-à reconstruir a ausência? Pego na fotografia. Nem preciso de a virar para saber que foi tirada no verão. Mas o movimento é quase instintivo. A letra da minha mãe no canto superior esquerdo confirma. Julho de 1967. Volto-a novamente. Estou de joelhos. “É do tempo da guerra”. É sempre isso que penso das imagens dos anos de 67 a 69. Estou no meu quarto. A fotografia estava dentro de uma carta enviada para Capitão Miliciano Egas Vidigal Vieira, S.P.M 4258. Do remetente consta o nome da minha mãe, a morada inclui no fim a palavra Metrópole.
Ana Vidigal
As paredes do quarto tem uma cor fortíssima. Reconheço na mesa-de-cabeceira as nossas fotografias. A minha está tapada pela da minha avó. Estranhamente não vejo nenhuma da minha mãe. Debaixo da cama uma caixa pequena e rectangular. Tem uma tampa com bolas. Ao lado, uma caixa de bolachas em folha, da marca Elba. Tenho hoje comigo essas caixas. Dentro delas dezenas de cartas e desenhos enviados por nós para a Guiné. É o que resta desse tempo, desse quarto, da “nossa” guerra colonial. Penso nisso hoje, deitada em cima da minha cama. Olho para o tecto. Com estranheza constato que tem a cor daquelas paredes da Guiné
Ana Vidigal
VOID
Poder-se-à reconstruir a ausência? Pego na fotografia. Nem preciso de a virar para saber que foi tirada no verão. Mas o movimento é quase instintivo. A letra da minha mãe no canto superior esquerdo confirma. Julho de 1967. Volto-a novamente. Estou de joelhos. “É do tempo da guerra”. É sempre isso que penso das imagens dos anos de 67 a 69. Estou no meu quarto. A fotografia estava dentro de uma carta enviada para Capitão Miliciano Egas Vidigal Vieira, S.P.M 4258. Do remetente consta o nome da minha mãe, a morada inclui no fim a palavra Metrópole.
Ana Vidigal
As paredes do quarto tem uma cor fortíssima. Reconheço na mesa-de-cabeceira as nossas fotografias. A minha está tapada pela da minha avó. Estranhamente não vejo nenhuma da minha mãe. Debaixo da cama uma caixa pequena e rectangular. Tem uma tampa com bolas. Ao lado, uma caixa de bolachas em folha, da marca Elba. Tenho hoje comigo essas caixas. Dentro delas dezenas de cartas e desenhos enviados por nós para a Guiné. É o que resta desse tempo, desse quarto, da “nossa” guerra colonial. Penso nisso hoje, deitada em cima da minha cama. Olho para o tecto. Com estranheza constato que tem a cor daquelas paredes da Guiné
Ana Vidigal
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