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| Obrigada Nuno! |
21.1.14
20.1.14
19.1.14
18.1.14
17.1.14
16.1.14
15.1.14
14.1.14
A Viagem da Sala 53
A “viagem da sala 53” é uma exposição da programação de Francisco Fino Art Projects que vai ser apresentada na Baginski Galeria/Projectos com curadoria de João Silvério. A exposição é composta por cinco artistas: Ana Vidigal (PT, 1960), Igor Jesus (PT, 1989), Karlos Gil (ES, 1984), Nuno Nunes Ferreira (PT, 1976) e Vasco Barata (PT,1974).
O título da exposição enuncia uma ideia de viagem, de transitoriedade no tempo, resgatando o arquivo do ponto de vista dos procedimentos do trabalho dos artistas que integram a exposição. A memória como correlato temporal que se presentifica nas obras expostas conduz-nos ao seu arquivo, lato sensu, e ao seu imaginário, um campo subjectivo e profícuo da intimidade cujas afecções podem denunciar formas distintas de (des)arrumar as nossas ideias e o nosso olhar sobre relações históricas por vezes aparentemente anacrónicas.
A relação próxima, quase orgânica, com os registos, com um desenho, com as imagens dos lugares sem nome, expurgadas de qualquer referência contextual. Ou os objectos distantes da sua anterior função e recontextualizados no processo criativo que cada um dos autores trabalhou, como um projecto que se reconfigura no tempo, agregando e inscrevendo outros lugares e outras referências. É neste sentido que a ideia subjacente à palavra “viagem” coloca o espectador no interior desta sala, identificada como a sala 53 da galeria, como se esta fosse uma cápsula ou uma antecâmara dos diversos itinerários que cada obra sinaliza.
O projecto expositivo é acompanhado de uma publicação que, não pretendendo reproduzir as obras expostas, introduz o leitor num percurso de imagens e de referências que os artistas participantes disponibilizaram a partir do seu arquivo. A publicação, como uma sebenta, contém ainda um prólogo de anotações sobre a exposição e as obras dos autores.
João Silvério
O título da exposição enuncia uma ideia de viagem, de transitoriedade no tempo, resgatando o arquivo do ponto de vista dos procedimentos do trabalho dos artistas que integram a exposição. A memória como correlato temporal que se presentifica nas obras expostas conduz-nos ao seu arquivo, lato sensu, e ao seu imaginário, um campo subjectivo e profícuo da intimidade cujas afecções podem denunciar formas distintas de (des)arrumar as nossas ideias e o nosso olhar sobre relações históricas por vezes aparentemente anacrónicas.
A relação próxima, quase orgânica, com os registos, com um desenho, com as imagens dos lugares sem nome, expurgadas de qualquer referência contextual. Ou os objectos distantes da sua anterior função e recontextualizados no processo criativo que cada um dos autores trabalhou, como um projecto que se reconfigura no tempo, agregando e inscrevendo outros lugares e outras referências. É neste sentido que a ideia subjacente à palavra “viagem” coloca o espectador no interior desta sala, identificada como a sala 53 da galeria, como se esta fosse uma cápsula ou uma antecâmara dos diversos itinerários que cada obra sinaliza.
O projecto expositivo é acompanhado de uma publicação que, não pretendendo reproduzir as obras expostas, introduz o leitor num percurso de imagens e de referências que os artistas participantes disponibilizaram a partir do seu arquivo. A publicação, como uma sebenta, contém ainda um prólogo de anotações sobre a exposição e as obras dos autores.
João Silvério
22:00

Baginski, Galeria/Projectos Rua Capitão Leitão, 51-53, 1950-050 Lisbon, Portugal
13.1.14
12.1.14
10.1.14
9.1.14
8.1.14
(dias de chuva) | "Pequena fábula | Uma disse para a outra: - Eu me orgulho muito da maturidade da nossa relação. É uma relação tão causticamente madura que certos momentos me fizeram pensar tratar-se de um jogo de frivolidades. Mas vejo agora que é preciso elaborar também causticamente este jogo, como que descansando um pouco da caustica maturidade que nos une . (...) (ambas sentiram é este o fato curioso; pode-se dizer que ambas sentiram simultaneamente)"
7.1.14
6.1.14
(7 anos, depois) | morreu o Nelson Ned
“As
Desgraças da vida, são a alegria da arte”
Take 1
Obladi
obladá, era a época do gelado Rajá.
Nasci
no nº15 da Avenida António Augusto de Aguiar a 6 de Agosto de 1960 e a coisa
mais radical que fiz nessa década foi receber o Prix de Turbulence no Liceu
Francês Charles Lepierre, ainda as Amoreiras eram mesmo para apanhar as folhas
que alimentavam aquelas lagartas que tínhamos em caixas de sapatos e que eram
os únicos animais que a minha mãe permitia que coabitassem connosco. Os
bichos-da-seda.
Já
nessa altura dizia que queria ser pintora talvez por ter sempre à mão canetas
de feltro, lápis de cor, de cera e lapiseiras (uma infância Caran D’Ache…).
Nunca
gostei de aguarelas e tinha queda para os guaches que espremia com especial
gozo.
Apaixonei-me
por uma tesoura mais ou menos por volta de 1967 e até hoje ela tem sido a minha
mais fiel companheira (só a traí em 1998 quando resolvi fazer uma exposição sem
uma única colagem. - não gostei da infidelidade.) Lembro-me de recortar a
Jackie Kennedy das páginas do Paris Match e acho que foram essas as minhas
primeiras colagens
Para
ver se ganhava algum prémio de jeito ou domar a minha indisciplina passei a frequentar
o colégio ao lado, o Externato do Parque das Irmãs Doroteias onde passei então
a década de 70 a fazer desenhos tipo “Amor é” e naturezas mortas psicadélicas,
influência do grafismo da época e da leitura voraz da revista “Schoner Wohnen” (o
meu período Rotring…)
No
dia 25 de Abril de 1974 não percebi muito bem o que estava a acontecer. Mas calculei
que a coisa não fosse má, pois a televisão mostrava muita gente bem disposta
nas ruas e eu sempre gostei de festas.
Mas
não saí de casa, vi a revolução pela televisão a preto e branco, de robe aos
quadrados escoceses, um pouco estupefacta com tanta gente sorridente,
“Chaimites” e G3 com cravos.
O
meu percurso político também é um pouco peculiar, venho da direita para a
esquerda, o que não é de estranhar, pois nenhuma adolescente desinformada como
eu era, gosta de um dia para o outro perder privilégios.
Mas
rapidamente percebi que me tinha saído a “Sorte Grande” e li tudo o que me
apareceu à frente.
Passei
da “Colecção Azul” às “Novas Cartas Portuguesas” enquanto o “diabo esfregou um
olho.”
Tão
depressa como passei dos rios de Angola à Revolução Cubana cheguei aos anos 80.
Entrei
na ESBAL em Janeiro desse mesmo ano e percebi que tinha começado a minha vida
de adulta.
Take 2
Obladi
obladá já não há gelados Rajá.
“Travelling”,”
Peeping Tom”, “Mary Smith born in 1989”, “Notorius”, “Tous les chiens de ma vie”,
“Phoenix, Arizona”, “O telefone acordou-a às 5.30 da manhã”, “Coats and Clark”,
“Casual”, “Besoin d’une jolie fille pour mercredi”, “Insípida”, “Os domingos
passaram a ser dias suportáveis”, “Este ano o tempo é que se atrasara, mas eles
eram pontuais”, “Elisabeth Alione teve um estremecimento”, “Trois chiens
rouges”, “Imbecil”, “ La vengence d’ une blonde”, “Bad day at Black Rock/ Vera
Cruz (sessão dupla) ”, “Estrada 175 Norte”, “Cianeto”, “She was a visitor”,
“Quebec”, “Peneirenta”, “Pick my box”, “Entre mim e os meus botões”,”Sonso”,
“Finalmente”, “ Um, dois, três macaquinho do chinês”, “Aborrecida”, “Bavarder”,
Mr and Mrs Donuts”, “Glum”,
“Sem
título – colagem”, ”Top hat”, “ Branca de Neve I”, “Branca de Neve II”, “Branca
de Neve III”, “Inconfidência”, “Orgulho e preconceito”, “Pourquoi faire simple,
quand on peut faire compliqué?”, “Austrália”, “ To have or have not”, “
December the coolest Month”, “I’ve never expected you to come”, “A glimpse”,
“Still”, “Colecção Cinema”, “By friends and enemies alike”, “Beija-me idiota”,
“Ménage à trois”, “Woman’s work is never done”, “Ao lado de uma menina limpa há
sempre uma menina suja”, “Tudo isto e o céu também”, “Madalenas”,”A minha
desordem é o meu capricho”, Inaparente”, “Para antes do esquecimento”,
“Enquanto Tarzan dormia”, “Super Pop”, “ A maravilhosa tendência para o
desastre”,”Janela indiscreta”, “Unforgiven”, “She”, “Ouça-a”, “Acabo de cair da
bicicleta”, “Sou uma pessoa pouco sociável”, “Uma rapariga turbulenta”, “Mas”,
“Coração Burro”, “El dolor de Lolita”, “Tornei-me feminista para não ser
masoquista”,”Acredito ter mãos, acredito ter boca, quando só tenho patas e
focinho”, “É – me”,” Agora és minha”, “Não pretendo respostas inteligentes para
tudo”, “Nada a fazer”, “Nada a dizer”, “Nada a acrescentar”.
Pinto
há 26 anos, a última pintura que fiz chama-se, “ O treino da generosidade”
Ana
Vidigal
Dezembro 2007
5.1.14
4.1.14
3.1.14
2.1.14
Carmela | (presentes que chegam pelo correio)
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