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10.11.16
4.10.16
11.3.16
"Ana, en passant, caridosíssima, cruz vermelha, ambulante, sonâmbula, insoníaca guiando sua ambulância, enquanto outros e outras não escutam nem compreendem o trottoir do carinho e jazem estirados ao pé dos telefones, sem asas, gagos, grávidos, desenxabidos, e ela recolhe os restos mortais das conversas para que nada se perca ou se esqueça, mesmo se o encontrado estiver ferido e atropelado."
30.11.15
18.1.15
21.10.14
27.9.14
23.7.14
21.7.14
10.1.14
8.1.14
(dias de chuva) | "Pequena fábula | Uma disse para a outra: - Eu me orgulho muito da maturidade da nossa relação. É uma relação tão causticamente madura que certos momentos me fizeram pensar tratar-se de um jogo de frivolidades. Mas vejo agora que é preciso elaborar também causticamente este jogo, como que descansando um pouco da caustica maturidade que nos une . (...) (ambas sentiram é este o fato curioso; pode-se dizer que ambas sentiram simultaneamente)"
7.1.14
1.1.14
10.12.13
2.11.13
13.4.13
3.9.12
"Eu não sabia / que virar pelo avesso / era uma experiência mortal" I (e quando um dia percebemos é, então, o ponto final)
Cecília, minha querida,
Estou sentindo dificuldade real de transar com as pessoas. Parece uma frase muito genérica, que se poderia dizer a qualquer momento da vida. Mas agora tem um sentido mais particular para mim. Me sinto isolada, sozinha, sem amigos. Há os amigos, mas desconfio deles, acho sempre que não gostam de mim. Talvez eu esteja entrando em contato com alguma coisa que sempre foi verdade mas que eu nunca percebi: que realmente eu não tenho relações. Outro dia tive uma depressão forte. Estava sozinha em casa. Percorri o caderninho de telefones. Não tinha nenhum nome que pudesse ajudar. É bem verdade que eu tinha desejo de um colo, de um consolo, que eu mesma preferi não buscar ninguém, era uma barra minha, de uma certa forma não adiantava ninguém. Pensei também que você e Ana Cândida estavam longe.
(Achei um saco escrever essa carta começada e resolvi começar outra. O assunto saiu diferente, mas resolvi deixar essa folha nem sei por quê. Talvez um pouco para reproduzir na correspondência a comunicação oral, onde as frases não podem ser apagadas, onde não se pode eliminar nada).)"
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