11.5.15
10.5.15
Chegou a reconhecê-la no tumulto... através das lágrimas da dor que jamais se repetiria de morrer sem ela, e a olhou pela última vez para todo o sempre com os mais luminosos, mais tristes e mais agradecidos olhos que ela jamais vira no rosto dele em meio século de vida em comum, e ainda conseguiu dizer-lhe com o último alento: - Só Deus sabe o quanto amei você.
9.5.15
“Falam de tudo. Da moral, do comportamento, dos sentimentos, das reações, dos medos, das imperfeições, dos erros, das criancices, ranzinzisses, chatices, mesmices, grandezas, feitos, espantos. Sobretudo falam do comportamento e falam porque supõem saber. Mas não sabem, porque jamais foram capazes de sentir como o outro sente. Se sentissem não falariam.”
8.5.15
Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros, mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me. Quantos minutos gastamos naquele jogo?
7.5.15
Saudades de Ti... Por que sinto falta de você? Por que está saudade? Eu não te vejo mas imagino suas expressões, sua voz teu cheiro. Sua amizade me faz sonhar com um carinho, Um caminhar, a luz da lua, a beira mar. Saudade este sentimento de vazio que me tira o sono me fazendo sentir num triste abandono, é amizade eu sei, será amor talvez... Só não quero perder sua amizade, esta amizade... Que me fortalece me enobrece por ter você.
6.5.15
Enquanto uma chora, outra ri; é a lei do mundo, meu rico senhor; é a perfeição universal. Tudo chorando seria monótono, tudo rindo cansativo; mas uma boa distribuição de lágrimas e polcas, soluços e sarabandas, acaba por trazer à alma do mundo a variedade necessária, e faz-se o equilíbrio da vida...
5.5.15
A primeira glória é a reparação dos erros. As ocasiões fazem as revoluções. O amor é o rei dos moços e o tirano dos velhos. O amor é o egoísmo duplicado. Não se perde nada em parecer mau - ganha-se tanto como em sê-lo. Também a dor tem suas hipocrisias. O medo é um preconceito dos nervos. E um preconceito, desfaz-se - basta a simples reflexão. Dormir é um modo interino de morrer. O tempo é um rato roedor das coisas, que as diminui ou altera no sentido de lhes dar outro aspecto. Matamos o tempo - o tempo nos enterra. Amor repelido é amor multiplicado. De todas as coisas humanas, a única que tem o fim em si mesma é a arte. O destino, como os dramaturgos, não anuncia as peripécias nem o desfecho. Não se ama duas vezes a mesma mulher. A vaidade é um princípio de corrupção. Não há alegria pública que valha uma boa alegria particular. Suporta-se com muita paciência a dor no fígado alheio. A fortuna troca, ás vezes, os cálculos da natureza.
4.5.15
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"Olha minha vida meu amor Há muito não és mais meu Toda a loucura que fiz Foi por você Que nunca me deu valor Por isso perdeu tua mulher E teus filhos Não posso com esta cruz Acho muito pesada João Você vem me desgostando A ponto de me por no hospício Uma vez conseguiu Mas duas não Aqui ô babaca De tuas negras Que nem os filhos se interessou De batizar na igreja Você só vai no bar do Luís Outro boteco não achou Mais perto da tua família Só me operei que você obrigou Agora não presto Já não sirvo na cama? Quis fazer de mim A última mulher da rua Mas não deixei Por tua causa amor Eu morro pelada Abraçada com os dois anjinhos No fundo do poço Amor desculpe algum erro E a falta de vírgula "
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