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24.3.16
11.3.16
"Ana, en passant, caridosíssima, cruz vermelha, ambulante, sonâmbula, insoníaca guiando sua ambulância, enquanto outros e outras não escutam nem compreendem o trottoir do carinho e jazem estirados ao pé dos telefones, sem asas, gagos, grávidos, desenxabidos, e ela recolhe os restos mortais das conversas para que nada se perca ou se esqueça, mesmo se o encontrado estiver ferido e atropelado."
7.2.16
9.1.16
17.2.15
10.2.15
4.1.15
2.1.15
"Parkinson Hotel" #1
Estou com uma dor no pescoço.
A idade não perdoa e andar com o computador às costas vai para dois meses começa a surtir efeitos.
Estou sentada na sala. A dor incomoda, mas é suportável. Se olhar pelas janelas de vidro consigo ver a ponte. Brouhaha de ais, campainhas, pedidos, vozes de visitas, acompanhantes, bengalas, canadianas e telemóveis . RTP1.
O chão é alcatifado. Conto sete pessoas de olhos fechados. Igual numero de bocas entreabertas. Tenho cinquenta e quatro anos e sou a mais nova nesta sala de estar.
Estou com uma dor no pescoço.
“Hoje é dia dois de Janeiro minha querida” e o soco da afirmação “de 2036 não é?”
Estou com uma dor no pescoço. Suportável.
24.12.14
9.11.14
Dimanche | "ontem chegou uma tonelada de lenha, ainda há hortênsias no quintal e os gatos não saem porque chove. Jantamos fora. O serão foi passado em frente à nova lareira, de pés descalços e roupas de flanela.É inverno no nosso pequeno mundo"
20.10.14
12.10.14
6.10.14
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