30.5.20

“For Sale / En venta”, título de un cuadro de Liliana Porter, perteneciente a una de sus series más representativas y que forma parte de la exposición, es también el nombre del proyecto con el que retomamos nuestra actividad después del confinamiento, una muestra colectiva de artistas de la galería, nacionales y extranjeros, con la que, al menos de un modo simbólico, paliar la necesaria distancia social que nos impide reunirnos desde hace meses. | @ GALERIA ESPACIO MINIMO | MADRID




“For Sale / En venta”, título de un cuadro de Liliana Porter, perteneciente a una de sus series más representativas y que forma parte de la exposición, es también el nombre del proyecto con el que retomamos nuestra actividad después del confinamiento, una muestra colectiva de artistas de la galería, nacionales y extranjeros, con la que, al menos de un modo simbólico, paliar la necesaria distancia social que nos impide reunirnos desde hace meses. Una selección de trabajos significativos de los artistas a los que representamos, variados en técnicas, formatos y soportes, que dialogan entre sí creando un complejo sistema de tensiones formales y conceptuales.

STEVEN ARNOLD (USA. Fotografía), MANU ARREGUI (España. Vídeo), NONO BANDERA (España. Cerámica/pintura), BENE BERGADO (España. Escultura), ANNE BERNING (Alemania. Pintura), MARTÍ CORMAND (España/USA. Escultura), MIGUEL ÁNGEL GAÜECA (España. Escultura), TERESA LANCETA (España. Textil), DIANA LARREA (España. Vídeo), MAIDER LÓPEZ (España. Pintura/Acción), ALICIA MIHAI GAZCUE (Uruguay/Rumanía. Dibujo/Intervención), ANTONIO MONTALVO (España. Pintura), JUAN LUIS MORAZA (España. Escultura), MANU MUNIATEGUIANDIKOETXEA (España. Pintura), LILIANA PORTER (Argentina/USA. Pintura), ANA TISCORNIA (Uruguay/USA. Pintura/Ensamblaje) y ANA VIDIGAL (Portugal. Pintura), forman parte de la exposición.

2.4.20

40 anos de TRABALHO | O Mundo ainda não mudou | (manifesto sexagenário)




O mundo ainda não mudou.
O mundo parou e não se sabe por quanto tempo.
Nunca gostei de aprender com crises, catástrofes  naturais e muito menos pandemias.
Quem aprende alguma coisa com a morte de gente anónima, que trabalha para viver melhor e poder usufruir daquilo que os seus ascendentes foram privados por razões sócio económicas, sempre me pareceram uma cambada de imbecis em crise espiritual a pensar que temos de ser punidos por querermos sonhar mais alto.
Sempre desprezei a punição como elemento de aprendizagem.
Quando ouço a frase, “isto vai fazer-nos pensar”, até me dá vómitos.
Quem a diz é uma elite endinheirada, ou /e pseudo intelectual muitas vezes responsável por crimes ecológicos e delitos económicos.

Sou  pintora. Não preciso que o mundo pare para eu pensar.

Talvez seja é de aproveitar, enquanto estão todos a pensar, de afirmar que somos nós artistas que fazemos arte e que chegou a  hora de voltarmos a ser os principais protagonistas depois de termos sido encurralados a um canto como personas non gratas num hipotético “Mundo  Artístico  cheio de glamour”
Chegamos ao ponto de os nomes dos artistas nem aparecerem no cartaz da exposição, sendo as grandes estrelas todos, menos nós.

Vamos arregaçar as mangas e trabalhar, mas agora isto vai ser à nossa maneira.

21.3.20

AMOR - PRÓPRIO | Ana Vidigal | Curadoria de Pedro Quintas | Espaço 531/ Galeria Fernando Santos

“Fora da casinha”
2020
Pintura s/ papel
108,5 X 81 cm
(exemplar único)

“Suíngue e suor”
2020
108,5 X 81 cm
Pintura s/ papel
(exemplar único)

“A vida que podia ter sido e não foi - Sequoia”
2020
81 X 108,5  cm
Pintura s/ papel
(exemplar único)

“Das tripas coração”
2020
108,5 X 81 cm
Pintura s/ papel
(exemplar único)

"Memórias do Cabaret Chinelo”
2020
108,5 X 81 cm
Pintura s/ papel
(exemplar único
“Não me beijes”
2020
81 X 108,5  cm
Pintura s/ papel
(exemplar único)

“Eu tenho medo do mesmo”
2020
81 X 108,5  cm
Pintura s/ papel
(exemplar único)

“Poço de elevador”
2020
81 X 108,5  cm
Pintura s/ papel
(exemplar único
“Três gostos de boca”
2020
81 X 108,5  cm
Pintura s/ papel
(exemplar único)

“Não vou voltar ao Texas”
2020
81 X 108,5  cm
Pintura s/ papel
(exemplar único)

“The sick rose”
2020
108,5 X 81 cm
Pintura s/ papel
(exemplar único)

“AVISO”
2020
108,5 X 81 cm
Pintura s/ papel
(exemplar único)

“Vidas Pacatas”
2020
108,5 X 81 cm
Pintura s/ papel
(exemplar único)

“Chinoiserie”
2020
81 X 108,5 cm
Pintura s/ papel
(exemplar único)

“a pasmaceira e os anos perdidos”
Pintura s/ papel
2020
108,5 X 81 cm
 (exemplar único)




AMOR - PRÓPRIO | Ana Vidigal no Espaço 531 da GALERIA FERNANDO SANTOS

12.3.20

FOLHA DE SALA | amor -próprio | Ana Vidigal | Espaço 531/ Galeria Fernando Santos

Amor –próprio

Proeminência,.
Das primeiras vezes que voltei só a pintar pensei: é coisa de dentro. E sei que de dentro podia ser traição ou ciúme, faca no estômago ou noite de insónia. Eram definitivamente recados de amor. Coisas.
Ela, a pintura lá saberá o porquê destas coisas, a mim só me interessa aceitar a missiva, guardar com o gozo de não partilhar por palavras. Tudo pour le plaisir des yeux , sem vergonha e sem pudor.

Sempre senti a dualidade.

Reparei sempre nas outras coisas, os desenhos e as colagens antes da tinta. Às vezes fico na dúvida se lhes chamo desenhos, se lhes chamo pinturas tal não é a confusão entre cola e grafite e muita papelada. Técnica mista resolve o assunto. Mas a tela lá saberá como chamar-lhe e ainda um dia lhe vou perguntar como gostará que eu lhe chame, mas isso agora não interessa, nem a mim nem à tela, pois só usei tinta e papel.

As paredes  fecham o lugar, e os lugares da casa funcionam como círculos tangentes (coisa de colagens, pinturas ou técnicas mistas passadas) e a luz passa pelas janelas rasgadas de alto a baixo.
As coisas mudam de lugar – menos o galo de louça  na prateleira mais alta – os dias passam elegantes e violentos, por vezes animalescos por vezes excêntricos sempre corajosos, como corajoso é o ato de pincelar em cima da memória, dando cabo dela.
Sinto por vezes uma espécie de punição pelo prazer de fazer,  um arranca corações com a secreta nostalgia do prazer tirado a ferros.

Agora não me apetece dizer mais nada

 Mas ela diz :

“Havia dias assim, em que ela compreendia tão bem e via tanto que terminava numa embriaguez suave e tonta, quase ansiosa, como se as suas percepções sem pensamentos arrastassem-na em brilhante e doce turbilhão para onde, para onde...”
Clarice Lispector, in O Lustre, pag 64


Andorinhas e morcegos disputam o céu da minha janela. Nos fins de tarde quando começa a aquecer, o ferro da varanda parece brasa. Já não fumo ali. Já não fumo em lado nenhum, mas continuo a ter o habito de intervalar à varanda como se fosse “smokar”. Os hábitos, mais do que os vícios são muito difíceis de perder. Andorinhas e morcegos disputam o céu da minha janela e eu voltei a pintar.

Agora é que não me apetece mesmo dizer mais nada

                                                                                                           Ana vidigal
                                                       

 Fevereiro de 2020


AMOR - PRÓPRIO | Ana Vidigal | Espaço 531/ Galeria Fernando Santos | 14.03.2020


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